
Foram tantas que resolvemos levar algumas ao conhecimento do publico. Aqui começa a seção “Contos de Don Alfredão”.
"O PELUDO DA ROÇADEIRA"
Como tínhamos perguntado de estórias cabeludas ele fez um de seus trocadilhos e resolveu contar uma que segundo ele poucos conheciam por motivos que iríamos descobrir e se chamava
O Peludo da Roçadeira!
Mais até então fora os comentários característicos dos moradores no dia seguinte nada de mais acontecia. Diz Don Alfredão que de uns tempos pra cá começaram a aparecer umas conversas estranhas de jovens contando coisas pra lá de sinistras sobre algo que os tinha assustado e feito ameaças toda vez que a baderna começava no mesmo distrito.
Os burburinhos sobre o assunto eram variados e aumentados a cada vez que se contava a estória, como já era de se esperar. Mais Don Alfredão percebia algo em comum em todas as versões. Por vezes o distrito se repetia, as descrições da criatura e dos ataques, resumindo nas palavras de Don eram mais ou menos assim:
Ao mesmo tempo se ouvia cerca de dez minutos depois de iniciada a barulheira (carros e musica alta) sons de um motor movido a eletricidade de alta rotação, vultos e sons do tipo “ deixa meu filho dormir, amanhã acordo cedo porra” e “ se não parar vou te pegar”.
Porém o mais impressionante ainda estava por vir. Don Alf nos confiou um acontecido que foi abafado pelos moradores pelos mais diversos motivos.
Uma bela noite de lua cheia após o bar fechar, estavam alguns amigos que já mais pra lá do que pra cá aumentaram o volume da musica, gargalhavam e conversavam alto. Alguns minutos depois começaram a ouvir os grunhidos. Don disse que a esta altura a repercussão era grande da estória entre os moradores e que, a maioria dos jovens encarava como caretice dos mais velhos.
A criatura apareceu diante dos jovens rosnando e ameaçando. Neste momento o desespero baixou no grupo que via refletido na luz da lua que iluminava os olhos do monstro que os fitava a morte certa como preço de sua ousadia. E a destruição começou!
Don Alf disse que os moradores não ousaram sair de suas casas antes que se acabassem os sons da destruição e gritos de horror. Nem mesmo ele!
Quando tudo acabou, os moradores saíram de suas casas com cautela e medo e acharam pedaços de corpos deitados e posicionados de forma característica e peculiar como se estivessem dormindo e com o dedo na boca fazendo sinal de silêncio e a musica do carro tocando baixinho em meio a um cenário de mesas quebradas e muito sangue espalhado. Diante do horror dos moradores Don Alf percebeu um adolescente embaixo de uma mesa em um canto escuro no qual se escondia. Don caminhou até ele e foi assim que conseguiu tantos detalhes para nos confidenciar neste conto. O adolescente ainda disse que a criatura o tinha deixado vivo de propósito e que, após ter matado todos e o ter encontrado escondido apenas o olhou de forma profunda e congelante por alguns instantes.
Dizem por ai que o rapaz nunca mais falou sobre o assunto, e preferiu-se abafar o caso para não atrair atenções para algo tão bizarro e sobre o qual não se poderia achar o culpado. Até alguns policiais de confiança que foram chamados para ajudar a dar um fim seguro aos corpos não souberam dizer o que poderia ter feito aquilo. Don Alfredão ainda nos disse que entre os mais velhos ainda é possível presenciar com algum cuidado e meias palavras sobre o acontecido e aconselham os mais jovens a não abusar da sorte, mais que se perguntarem abertamente ninguém dirá uma palavra.



